Pais portugueses desconhecem hábitos online dos filhos

August 6, 2009

Pais portugueses desconhecem hábitos online dos filhos

Sabia que a internet é o meio preferido para pedófilos, ladrões de dados pessoais, e burlas?

Recordo o tempo em que só meia dúzia de alunos na escola tinham computador (embora dos pais), em que os trabalhos da escola eram feitos à mão, e a malta se reunia nos intervalos para ir jogar ao pião, berlinde, saltar ao elástico, jogar à sardinha, trocar cromos, ou para pura e simplesmente falar sobre “problemas da adolescência”…

Não havia telemóveis, e por isso a gastava-se uma fortuna em telefone fixo e depois ficava-se sem poder telefonar durante uns meses, ou tinha-se de andar à procura de uma cabine que funcionasse e não estivesse ocupada…

A juntar a isto, só existiam 2 ou 3 centros comerciais com aspecto duvidoso onde alguns pais gritavam que “para ali só vão os drogados”…

Um jovem de 18 anos pode agora lêr isto e pensar que antigamente eramos uns selvagens, pois onde é que já se viu hoje em dia não ter telemóvel, deixar de jogar playstation ou counterstrike em rede, ir para o hi5, deixar de mandar mails, chats e MSN, sacar  uns filmes e músicas, ou até uns XXX para vêr à noite?

Pois, mas há cerca de 10-15 anos atrás, não havia.

Há, mas quando o meu pai dizia que quando era da minha idade andavam descalços, e às vezes tinham de fugir à polícia para não pagar a multa de 2 ou 3 tostões, ou que jogavam à bola com uma meia enrolada em jornal, ou até mesmo à casquinha, eu pensava que “isso foi antigamente!”.

Há 10-15 anos atrás, o expoente máximo era alguém chegar com um pager da coca cola para o qual andou a juntar pontos durante meses, ou um yó-yó “profissional” da Sprite (ou Coca Cola) que não enrolava o fio todo como o do quiosque da esquina…

Eram grandes torneios de monopólio, cartas, pião e as taças todas de futebol jogadas no largo contra o portão da vizinha, que ameaçava apanhar a bola e meter-lhe uma faca…

Eram as corridas pela rua abaixo com carros de rolamentos feitos com madeira apanhada no lixo e pregos meio amassados arrancados das sebes do jardim… Era ver quem tinha os rolamentos maiores para não ficar preso no meio dos paralelos, e que carros levavam mais gente em cima…

Era andar a explorar tunéis, jardins e casas abandonadas que supostamente estavam assombrados… e desatar a fugir quando alguém dizia que vinha aí a polícia…

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